Adelaide Kane Brasil » A incrível história de Mary Stuart: uma rainha que enfrentou dilemas ao longo da vida - Adelaide Kane Brasil

Na série Reign, vemos que as personagens intituladas como rainhas aparecem muito bem vestidas, com bordados, rendas, coroas e jóias, além de terem damas de companhias exclusivas somente para servir “Vossas Majestades”. Tudo isso parece um sonho para nós mulheres, não é mesmo? Ser paparicada, andar de carruagem e ter um armário cheio de vestidos incríveis.
Mas infelizmente, a realidade no período em que a série é retratada, é muito mais do que um simples conto de fadas. Na idade Média, era comum que mulheres só sucedessem o trono em caso de morte de alguns dos irmãos (homens) ou sendo filha única, caso contrário, a preferência prevalecia para o sexo masculino.
A questão chave desse artigo, é justamente propor uma reflexão sobre como Mary Stuart, a então rainha da Escócia, sofreu muita repressão política por ser mulher e por escolher a emoção ao invés da razão. Mary não passava de um mero peão político para época de seu reinado, foi educada para ser uma rainha consorte da França devido ao seu casamento com o príncipe Francis. Vocês devem estar se perguntando, o que deu de tão errado no reinado dela ao ponto de ser executada pela própria prima (Elizabeth I )?.

Uma mulher alta, magra, elegante e que sabia falar várias línguas, tinha tudo para ser uma rainha com uma longa ascensão , porém o peso de uma coroa para o sexo feminino era simplesmente motivo de dúvidas e inquietações para a população. Imaginem só, aos 18 anos se tornar viúva e depois ter um filho com um homem que não merecia sequer o amor de uma mulher, além de ser obrigada a abdicar do seu trono em favor de seu filho, devido a manifestações e pressões políticas, pesado né? Ainda tem mais, permanecer presa em vários castelos da Inglaterra por 16 anos, sem ao menos ver seu filho crescer e na sua execução levar três golpes de machado para separar sua cabeça de seu corpo.
Sem dúvidas é uma triste e lamentável história, todos os esforços de Mary pareciam ser em vão. O momento mais impactante foi o de não abrir mão de se casar pela última vez por causa do amor e só ter paz de fato, após sua morte. A rainha Mary Stuart, é com certeza um grande exemplo de sofrimento tomado pelo machismo de seu período conturbado como soberana.

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