Fatos inéditos sobre a época histórica que inspirou Reign - Parte 2 - Adelaide Kane Brasil
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14
agosto
2016

Fatos inéditos sobre a época histórica que inspirou Reign – Parte 2

Confira a primeira parte do artigo aqui. Continuaremos a narrar a história que inspirou a série “Reign”, mas desta vez partido desde o período até que Mary deixou o país em que foi criada, França, e regressou à sua nação, Escócia até ao dia em que a mesma foi executada já em Inglaterra.

Em 14 de agosto de 1561 Mary partiu de Calais na França rumo a seu país. Mais uma vez a rainha foi acompanhado pelas ‘Quarto Marys‘, nome dado as suas damas de companhia, onde todas se chamavam Mary.

Relatos constam que antes de embarcar, a Rainha olhou para trás e teria dito, ‘Está tudo acabado agora. Adeus França. Eu acho que eu nunca a verei novamente.

Mary tinha por volta de seus 18/19 anos quando atracou novamente na Escócia.

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(Detalhes de algumas das salas do castelo de Stirling onde Mary viveu após o seu regresso à Escócia; na primeira fotografia podemos ver os tronos escocês e qualquer um que visite o castelo têm a oportunidade de tirar uma foto sentado neles!)

Para sua surpresa, ao chegar ao seu país descobre que a religião havia mudado. Durante a sua ausência tinha sido estabelecida uma nova religião na Escócia, o país havia-se tornado presbiteriano, graças a um homem chamado John Knox. John era um fanático padre católico, mas que no tempo do reinado de Mary Tudor se envolveu em algumas discussões com ela, acabando assim por ser preso sobre ordens da rainha. O tempo que ele permaneceu em cativeiro, gerou nele um ódio enorme não só aos católicos mas também às mulheres no geral. John Knox acabou por conseguir fugir da prisão e embarca em um barco rumo à Suíça, onde ele conhece John Calvin – fundador do Calvinismo, sendo a igreja presbiteriana proveniente dessa mesma religião – e torna-se assim calvinista. Mais tarde, regressando à Escócia e completamente fanático pela religião, começou a impor ela.

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(Casa de John Knox; apesar de quase ter sido demolida devido aos atos do mesmo contra a rainha Mary, agora está aberta ao público.)

A monarca escocesa durante toda a sua vida foi uma pessoa bastante católica, aliás se prestarmos atenção às pinturas, ou qualquer representação, dela encontramos sempre a rainha com as mãos em oração e a segurando um terço, mostrando a sua religiosidade. Desta forma, à luz da lei católica e no entendimento de Mary Stuart, o antigo rei inglês Henry VIII não se tinha divorciado, fazendo isso dela a legitima herdeira, pois não tendo havido uma legitimação no divorcio do rei, Elizabeth não era nada mais do que uma filha ilegítima.

Por outro lado, a quantidade de espionagem nestes séculos era enorme, e graças a esta espionagem, Elizabeth tinha perfeito conhecimento de quais eram os planos da sua prima Mary. A rainha inglesa ainda tentou por variadas vezes tentar estabelecer a paz entre ambas as coroas, mas para isso ela pedia que Mary que se convertesse ao anglicanismo, pois dessa forma a própria Mary já a teria que a reconhecer como legítima, mas todos esses pedidos foram ignorados pela rainha Escocesa.

Mais tarde, Mary casou-se novamente na Escócia e dessa união nasceu o seu único herdeiro, o príncipe James VI. Após o nascimento do seu filho a rainha começa a fazer de tudo para conseguir ir a Inglaterra e dessa forma reclamar a coroa inglesa para si mesma.

Entretanto, o marido de Mary, Lorde Darnley, é assassinado e a culpa do assassinato recaem sobre Hepburn, que mais tarde é absolvido das acusações, e acaba convencendo mais 12 bispos e lordes a assinar um papel, que declarava que eles apoiavam as suas intenções de se casar com a rainha escocesa.

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(Quarto da Rainha Mary no Castelo de Stirling, também era possível ver uma mulher a representar a rainha.)

Depois de Mary visitar o seu filho James pela última vez antes de falecer, no dia 24 de abril a Rainha regressava a Edimburgo quando foi levada por Hepburn e os seus homens para o Castelo de Dunbar, onde se acredita que tenha sido estuprada por ele. O casamento acabou por se realizado no dia 15 de maio numa cerimonia protestante. Mary acreditava que os nobres apoiavam o seu casamento, mas a união na realidade era bastante impopular. Alguns pariatos reuniram um exercito e atacaram Mary e Hepburn. Hepburn recebeu autorização para se retirar do campo de batalha e Mary foi levada para Edimburgo, onde sentiu verdadeiramente o ódio que a população sentia dela, acusando-a de ser adúltera e assassina. Aprisionada em uma ilha no meio do Loch Leven, acabou abortando gêmeos entre os dias 20 e 23 de julho e no dia 24 foi intimada a abdicar do seu trono em favor do seu filho, James que agora já tinha 1 ano de idade.

IMG_4582Conseguindo fugir da ilha quando ainda nem tinha feito um ano desde a sua captura, formou um exercito e enfrentou os soldados, mas acabou derrotada e fugindo para Inglaterra, contudo rapidamente foi capturada passando os próximos 20 anos da sua vida em prisões inglesas, sendo que havia necessidade de ela ser trocada várias vezes de prisão pois mesmo em cativeiro, Mary continuava a fazer complôs contra Elizabeth.

Embora Elizabeth tenha assinado o mandado para a execução de Mary, ela o rasgou anteriormente. Outra cópia foi assinada, – e antes que a rainha pudesse mudar de idéia novamente – Burghley e outros membros do conselho enviaram o mandado.
A vida de Elizabeth estava em perigo constante enquanto Mary estivesse viva, então seus conselheiros estavam determinados a manter a Rainha da Inglaterra segura. Elizabeth, estava na dúvida entre proteger seu trono e tirar a vida de sua prima.

O segundo mandado foi enviado de Londres, em 04 de fevereiro, e chegou a Fotheringhay na noite seguinte. No dia 7 os encarregados da execução,

alertaram Mary, disseram para a Rainha se preparar para a morte no dia seguinte.

No dia 9, a notícia da execução chegou a Londres, e foi recebida pela rainha Elizabeth com surpresa e horror. Ela enfureceu com seus conselheiros.

Mary não se retirou até às duas da manhã no último dia de sua vida. Ela passou suas horas finais fazendo um testamento e generosamente provendo para àqueles que haviam a servido fielmente. Na manhã do dia 08 de fevereiro de 1587, vestindo um vestido de cetim preto e veludo, ela entrou no Salão de Fotheringhay Castle. Mary ordenou a um servo para que fosse até o seu filho e lhe dizer que ela nunca tinha feito nada para comprometer o seu reino na Escócia. Mary estava calma apesar das várias centenas de espectadores presentes; ela escutou enquanto o mandado de sua execução foi lido e, em seguida, orou pela Igreja e seu filho. Ela também mencionou a rainha Elizabeth e orou para que ela continue a servir a Deus nos anos que etão por vir.

Mary confortou os seus servos que choravam, seus amigos e simpatizantes até o final. Eles a ajudaram a despir-se; debaixo do vestido preto, ela usava uma saia vermelha e um corpete. Mary assim morreu vestindo a cor do martírio católico. Seus olhos foram cobertos com um pano branco. Enquanto seus servos choravam e oravam em uma mistura de línguas, ela, virando-se para eles, e os abraçando, disse estas palavras em francês, ‘Ne crie vous, j’ay prome pour vous‘, e assim ordenou-lhes que orem por ela e se alegrem e não chorarem, que isso seria o fim de todos os problemas.

Então ela colocou seu pescoço em cima do bloco, e orando a Deus ela recebeu o golpe. Mas o carrasco era instável e o primeiro golpe cortou apenas parte de trás de sua cabeça; Mary sussurrou, “Sweet Jesus (doce Jesus)”, e o segundo golpe desceu, mas não separou completamente a cabeça do restante corpo e apenas ao terceiro golpe é que se pode afirmar que aos 44 anos, Mary estava morta. Após a execução, o carrasco agarrou o cabelo de Mary e levantou a sua cabeça exaltando “God Save The Queen”, mas a cabeça caiu no chão e o carrasco ficou apenas segurando o “cabelo”, revelando assim que na verdade os cabelos ruivos de Mary não passavam de uma peruca.

Mary tinha animais e sempre amou e seu pequeno terrier, chamado Skye, que tinha trazido a ela grande conforto durante os anos de prisão. Ele tinha se enrolado em volta dos seus pés de Mary. O cachorro se sentou perto do local em que a Mary foi decapitada e morreu poucos dias depois de a rainha.

Como rainha da Escócia, o lema de Mary tinha sido “Em meu fim está o meu começo”. E certamente o fim de sua vida marcou o início de sua lenda. As nações católicas que haviam condenado o seu comportamento durante o assassinato de Darnley e o casamento com Bothwell hoje comemorado ela como um mártir. Seu ex-irmão-de-lei, Henri III de França, realizou uma missa fúnebre na Catedral de Notre-Dame, onde Maria se casou com Francis quase trinta anos antes. Contas da sua execução, ilustrado por xilogravuras bruto, foram vendidos em toda a Europa. Ela estava agora a heroína simpático; o passado poderia ser esquecido.

Enfim, passados 16 anos desde a execução de Mary, Elizabeth começa a sentir-se doente, segundo contam as crônicas, durante 3 dias e 3 noites ela não dormiu com medo de morrer durante o sono, mas inevitavelmente acabou por falecer nesse ano e sem deixar filhos que pudessem herdar o trono. Por outro lado, o filho de Mary já reinava na Escócia, rei James VI, e ao saber da morte da rainha Elizabeth dirigiu-se a Londres e reclamou o trono para si, acabando por tornar-se também o rei James I de Inglaterra.