Fatos inéditos sobre a época histórica que inspirou Reign - Parte 1 - Adelaide Kane Brasil
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12
agosto
2016

Fatos inéditos sobre a época histórica que inspirou Reign – Parte 1

Reign, o projeto mais importante de Adelaide Kane, como a maioria deve ter conhecimento é baseado em fatos reais. Neste post iremos apresentar a história detalhada das monarcas que serviram de inspiração para as personagens Mary Stuart e Elizabeth I, os relatos deste posts foram contados por habitantes da Escócia e da Inglaterra.

Poderão também conferir mais abaixo algumas fotografias dos lugares mais ligados à história da série e que são definitivamente um marco turístico! Todas as informações e  fotografias, foram recolhidas por mim numa curta viagem a ambos os países.

Começando pela história de Elizabeth I, filha do imponente Henry VIII. Após a execução de Ana Bolena, Elizabeth foi declarada como filha ilegítima e dessa forma afastada da linha de sucessão. Assim permaneceu até ao reinado de Mary Tudor (conhecida como “Bloody Mary”).
Durante o reinado dela, Elizabeth foi presa por supostas associações a revoltas protestantes, este cativeiro teve a duração de cerca de um ano e meio que foi passado na Torre de Londres, onde se dizia que quem entrava, apenas saía já sem a cabeça. Entretanto, Mary Tudor acaba por se casar com Filipe II de Espanha, os habitantes alegravam-se com a ideia de uma linhagem proveniente das duas maiores potências, Espanha e Inglaterra, mas para surpresa de todos Felipe após passar 4 meses na Inglaterra, ele regressa a Espanha deixando assim a esposa sozinha. Mary Tudor acaba por falecer com 25 anos (em 1558) devido a complicações de saúde.

Para espanto de todos, e também para espanto dela mesma, Elizabeth acaba por herdar o trono de Inglaterra, sendo ela a única herdeira.
Apaixonada pelo seu pai e pela sua pátria, ela vai mandar decapitar todos os católicos, religião que Mary Tudor no seu reinado tinha restabelecido. Não ficando apenas por aí, Elizabeth também define o catolicismo como estritamente proibido, e quem praticasse essa fé acabaria decapitado sobre o crime de traição ao rei.
Elizabeth foi definitivamente uma mulher de pulso forte, e simultaneamente bastante valente. A mesma tinha o hábito de dizer que “era mulher em corpo de homem”.
Tentaram casá-la com vários monarcas, inclusive, Felipe II, agora viúvo de Mary Tudor, demonstra interesse na rainha mas acaba sendo recusado. Depois de rejeitado, Felipe II forma a armada invencível (1588) contra os ingleses, mas está armada, denominada de invencível, acabou por ser completamente aniquilada pelas tropas inglesas. Contudo, Elizabeth justificava a sua adversão contra o casamento como um ato de amor pelo seu país, segundo a monarca “não havia ninguém digno de compartir o trono de Inglaterra com ela”, afirmando-se assim casada com a Inglaterra.

Os ingleses ainda hoje têm um carinho especial por Elizabeth devido à sua coragem. Ela colocava-se à frente dos exércitos e incitava-os, era o que se pode chamar de uma líder nata.

Cruzando a fronteira entre Escócia e Inglaterra, o país a sul torna-se o que podemos chamar um tabu. A rivalidade entre ambos é notória e como é óbvio quem tem protagonismo na Escócia é a dinastia dos Stuart, ou como eles mesmos dizem, Stewart.
A Escócia sempre muitíssimo católica, aliás, desde sempre com uma grande ligação com a França desde Wallace (guerreiro escocês que lutou contra as tentativas de conquista da Escócia por parte da Inglaterra no século XIII), portanto houve sempre a grande aliança, que ainda hoje é apelidada de “The Auld Alliance”.
Atentando agora sobre o reinado de James IV, este casou-se com a irmã mais velha de Henry VIII, Margarida Tudor, na tentativa de criar uma ligação amistosa entre ambos os países, mas essa foi a sua infelicidade. O monarca acaba falecendo em uma guerra contra os ingleses, mas felizmente deixando já um descendente, James V.

James V, casa com uma princesa francesa poderosíssima Marie de Guise. A produção de herdeiros deste casal irá apenas resultar em uma menina, Mary Stuart que é apelidada pelo povo como Mary Queen of Scots, que irá mais tarde tornar-se numa grande figura trágica histórica de toda a Escócia. James V acaba morrendo quando Mary tem apenas 6 dias, e muitos dizem que ele morreu de desgosto, tendo sido as últimas palavras dele “e tudo se acaba com uma menina” (“and it all ends with a lass”), estando assim convicto no leito da sua morte que Mary seria o fim da Escócia e que sem um monarca masculino o país seria facilmente conquistado pelos ingleses.
No mesmo dia, Mary é coroada rainha sobre a regência da sua mãe Marie de Guise.

3(Na primeira foto está Mary  já adulta. Na foto ao lado está Marie de Guise segundando Mary ainda bebê)

Henry VIII, atento ao plano político da Escócia rapidamente fez planos de casar o seu filho Eduardo, com a sua sobrinha-neta, Mary – sim, eles tinham parentesco – poupando assim o dinheiro que gastaria em uma guerra contra os escocês, e guardando as armas para outras guerras, tendo em mente que os descendentes que adviessem daquela união seriam coroados como, não só reis da Escócia, mas sim reis da Escócia e da Inglaterra dando-se aí uma união entre as coroas. O rei faz essa proposta à mãe de Mary, mas Marie recusa pois desde o seu nascimento que Mary está prometida ao futuro rei de França, ao Delfim Francês. Transtornado com esta atitude, Henry VIII declarou guerra à Escócia. Com medo do que viesse a acontecer futuramente, Marie colocou Mary num barco e enviou ela para França.

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A Rainha da Escócia, acaba assim por passar toda a sua infância na corte francesa, tendo como sogra a nossa temida Catherine de Médici – conhecida na pela sua habilidade no manuseamento de venenos – mas que acaba por educa-lá como se ela fosse um dos seus filhos.
O Delfim acabou por herdar o trono, bastante novo, com 16 anos, sendo que o rei Henri II de França morreu de forma inesperada numa justa – uma competição entre dois cavaleiros usando armas, geralmente lanças –.
No entanto, este foi um reinado bastante curto, acabando apenas 5 meses depois devido à morte do Delfim, agora rei François II. Tendo cumprido a sua função em França, Mary agora viúva, opta por regressar à sua nação, a Escócia.

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Artigo exclusivo do site Adelaide Kane Brasil (adelaidekanebr.com), não reproduza!