Adelaide Kane Brasil » Adelaide Kane fala sobre o filme The Devil's Hand - Adelaide Kane Brasil

Durante a temporada de divulgação do seu filme The Devil’s Hand, Adelaide Kane conversou com o site americano Wicked Horror. Na entrevista, Kane discute sobre a assustadora natureza do extremismo religioso, o tom sombrio do filme, o porquê da Carolina do Norte ser tão aterrorizante e como ela, definitivamente, não consegue assistir à filmes de terror.

Kane estrelou o filme juntamente com Rufus Sewll (Cidade das Sombras), Jennifer Carpenter (Dexter) e Alycia Debnam Carey (No Olho do Tornado). O filme foi dirigido por Christian E. Christiansen (Colega de Quarto) e escrito por Karl Muller (Mr. Jones).

The Devil’s Hand retrata a história de New Bethlehem, uma comunidade religiosa que vê seis de suas meninas desaparecem. Cada uma das jovens nasceram no sexto dia do sexto mês. Os eventos que foram desencadeados, bem como o desaparecimento, foram previstos há muito tempo por uma lenda local. A lenda local também sugere que a última menina a sobreviver será ofertada ao diabo.

O filme se passa em uma comunidade pequena, muito privada. Você sente que esse senso de reclusão adiciona intensidade ao filme?

Absolutamente. Definitivamente. Uma grande parte disso é que você se sente presa e não há para onde ir. Ninguém pode te salvar. É esse ambiente praticamente estagnado. É como se não existisse ninguém para conversar ou em quem você pudesse confiar.

Além dos aspectos sobrenaturais, muito do que torna o filme assustador é esse olhar sobre o extremismo religioso.

Extremismo religioso é uma coisa assustadora – qualquer tipo de extremismo. Religioso, político ou outro – é aterrorizante. Extremistas são fanáticos e não devem ser argumentados. Eles não acreditam que estão errados. Eles acreditam que estão corretos e são justos em tudo que fazem. É muito, muito assustador. É aterrorizante.

O filme depende muito de uma atmosferea pesada. Qual o tipo de direção que Christian E. Christiansen deu para que você pudesse explorar isso no filme?

Principalmente, ele criou um ambiente de trabalho maravilhoso, no qual você nem precisava pensar tanto sobre isso. Os sets de gravações, as roupas e tudo foi preparado para que pudéssemos nos sentir naquele ambiente. Ele juntou tudo de forma tão impecável que quase não precisou nos dirigir nesse sentido. Nós apenas confiamos que ele tinha, aquela locação incrível e tudo mais, sobre controle. Eu nunca tinha ido à Carolina do Norte antes. É bem assustador. Há apenas toneladas de florestas. Você pode até pensar que seria muito bonito, mas tem um ar melancólico. Há essa estranha sensação de agouro nesses trechos infinitos de bosques. É realmente incrível. É bonito, mas eu acho que ficaria louca se morasse lá por muito tempo. Eu ouvi dizer que existem laboratórios de metanfetamina escondidos pelas florestas, coisas assim. É apenas assustador. Não poderia ter se escolhido um local melhor para filmar algo assim.

Todo o filme foi filmado na Carolina do Norte?

Sim, filmamos tudo na Carolina do Norte.

Olhando o seu currículo, percebemos que você já fez uma quantidade substancial de filmes de terror. Você se sente atraída por esse gênero ou acha que é apenas uma coincidência?

Eu acho que uma parte é coincidência e a outra é porque eu sou muito boa em chorar (risos). Eu acho muito fácil acessar esse meu lado emocional vulnerável. Além disso, eu acho muito libertador e funciona bem para mim. É tão fácil para eu me jogar na histeria. Essa é a minha teoria – sou uma boa chorona.

Você é fã de filmes de terror?

Absolutamente não. Filmes de terror me assustam muito. Eu os odeio muito. Eu assisti um pouco de Quadrilha de Sádicos 2 quando eu tinha 17 anos e ainda tenho pesadelos com isso. Eu odeio. Eles me assustam muito. Eu gosto de filmes de ação, comédias ou dramas intelectuais. Não gosto de filmes de terror. Eu não gosto de barulhos estranhos à noite.

É engraçado, porque você consegue ver a forma como eles são construídos do chão e desconstruídos.

Meu problema é que eu fico envolvida nos filmes. Eu tenho esse problema com filmes que são muito engraçados ou muito tristes. Eu fico realmente triste depois. Eu fico muito, muito assustada depois de um filme de terror. Com filmes de comédia, eu vou morrer de rir até quase fazer xixi nas calças e, ao mesmo tempo, ficar tão envergonhada pelos personagens. Eu fico muito vermelha e não consigo assistir. Eu realmente fico envolvida.

Durante a produção de muitos filmes sobrenaturais, existem alguns relatos de que coisas estranhas aconteceram no set de gravações. Algo inexplicável ou perturbador aconteceu durante a produção de The Devil’s Hand?

Eu não sei nada sobre isso. Uma das casas em que filmamos estava à venda, porque a família que ali morava tinha sido atormentada por invasões. Muitas das locações deveriam ser assombradas. Eu nunca vi nada desse tipo, mas aquela área é muito assustadora quando o sol se põe. Uma estranha sensação de medo toma conta de você. É muito quieto. Além disso, há animais pulando entre os arbustos e coisas assim. É uma parte muito, muito, muito assustadora do país. É incrivelmente bonito, no entanto. A equipe fizeram algumas brincadeiras  – moviam algumas coisas, tentando assustar uns aos outros.

Fonte: Wicked Horror

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